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Terça-feira, Janeiro 31, 2006
Putz, dormi mal essa noite. Acordei com meu pescoço todo doido. Acho que estou tensa com a dissertação. As pessoas que convivem comigo não devem me aguentar mais falar sobre isso.
Segunda-feira, Janeiro 30, 2006
Chuva
A chuva limpa minha alma
E liberta meu coração
Com ela tudo se vai
E fica apenas um dia luminoso
Pronto para nascer em minhas costas
Tudo se foi
E me restou apenas eu
Não preciso de mais nada
Estou renovada
Sou completa.
Domingo, Janeiro 29, 2006
Gente, não fiz nada no fim de semana. Tô me sentindo meio inútil. Mas amanhã isso passa. Só fui visitar meu priminho que tá lindinho demais. Eu sei, eu já falei isso aqui, mas é porque ele é muito lindinho. Dessa vez tirei fotinho. Assim que minhas pilhas carregarem, eu vou colocar no orkut e no meu flog. Foi engraçado. Eu peguei ele no colo e minha mãe ficou tendo ataques com medo de eu deixá-lo cair no chão. Ela sempre foi apavorada assim. E eu tenho um pouco disso, mas não quero que isso atrapalhe ninguém como isso me atrapalhou.
Sábado, Janeiro 28, 2006
Meu assunto preferido agora é o filho da minha prima que é muito lindinho. Pois é, peguei ele no colo. Eu quando cheguei lá no hospital fiquei com medo de me aproximar dele, de acontecer alguma coisa. Mas a amiga da minha prima achou um absurdo eu não ter pego ele no colo ainda e me deu pra segurar. E eu descobri que não tem nada demais. Agora estou vencendo meus medos pouco a pouco. E isso é muito bom. Estou feliz com meu atual estado de espírito, e os aocntecimentos da minha vida, embora não tenha acontecido quase nada. Acho que é justamente isso. Ontem foi um dia bem legal, falei um monte de coisa. Acho que estava inspirada.
Quarta-feira, Janeiro 25, 2006
Diferentemente de segunda, hoje eu treinei bem no kung fu. Minha determinação de treinar deu resultado.
Nasceu o filho da minha prima, ele é muito lindinho. As bochechas vermelhinhas. Mas, como foi inesperado, não deu tempo de carregar minhas pilhas, por isso, nada de fotos.
Comprei um travesseiro novo pra mim, porque desconfio que é por causa do velho que meu pescoço tá sempre doendo. Porque eu agora resolvi cuidar de mim.
Terça-feira, Janeiro 24, 2006
Tô ficando meio irritada com o kung fu. Porque eu chego lá, e, em vez da gente treinar, a gente fica conversando. Sinto que o professor tá meio de saco cheio de dar aula. Mas não é uma ou duas aulas. É sempre. Mas eu tô irritada não é por isso em si. é porque eu não chego pra ele e falo o que eu tô pensando, o que eu escrevi aqui. Se continuar assim, eu vou treinar em outro lugar, com outro professor.
Segunda-feira, Janeiro 23, 2006
Eu fiquei decepcionada e desiludida. Achei que pudesse confiar nele, mas percebi que não posso. Eu percebi que tudo não passava de uma ilusão. Fiquei triste. Me doeu muito perceber que nada daquilo era verdade, que eu me enganei e me decepcionei. Eu acreditei que ele era sincero, mas percebi que não era. Fiquei com raiva, realmente decepcionada, triste. Nunca esperei uma coisa dessas dele. É muito duro a gente se deparar com a realidade, tô sofrendo muito, mas, de certa forma, tô aliviada por ter percebido tudo. Depois de falar tudo isso, sinto que perdoei ele, mas não quero voltar a falar com ele pra não me decepcionar de novo, e eu sei que isso vai acontecer. Me preocupo muito com ele, mas não posso ficar esperando ele tomar coinciência das coisas, de como ele magoa as pessoas que gostam dele e que estão perto dele. Não quero isso pra mim nunca mais. Somos responsáveis por aquilo que acontece conosco. Meu problema é que eu ainda quero que ele seja algo que ele não é.
Sábado fui ver 2046, eu já tava angustiada, fiquei mais ainda.
Sábado, Janeiro 21, 2006
Quando Me Amei de Verdade
C. Drummond de Andrade
Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E, então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome...
Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia, o meu sofrimento emocional não passa de um sinal de que estou indo contra as minhas verdades.
Hoje sei que isso é...
Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de...
Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma coisa ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo não é o momento ou a pessoa ainda não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é...
Respeito.
Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo o que não fosse saudável. Isso quer dizer: pessoas, tarefas, crenças e qualquer coisa que me pusesse pra baixo. De início, minha razão chamou isso de egoísmo.
Hoje eu sei que é...
Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje, faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é...
Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei muito menos vezes.
Hoje descobri a...
Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar muito com o futuro. Agora me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Isso é...
Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas, quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é...
Saber viver.
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
Sexta-feira, Janeiro 20, 2006
Outro dia eu me perguntei porque o jeito do meu orientador me incomoda tanto e eu descobri. Antes eu tava pensando que é porque ele me trata como minha mãe me trata. Como se eu fosse uma burra preguiçosa que não tá nem aí pra nada e não tem responsabilidade. Mas agora eu percebi que a idéia que ele faz de mim é a idéia que eu faço de outras pessoas. Eu tenho um preconceito danado de gente burra e eu realmente as considero inferiores. O problema é que eu não suporto a idéia dele estar pensando isso de mim. Lembrei do que uma amiga me falou. Que nós somos nossos piores carrascos. Tem também o fato de quando eu acho que a pessoa não vai gostar do que eu fiz, eu acabo fazendo de um jeito ruim pra não ficar na expectativa da opnião dela. Descobri também que isso é um padrão na minha vida e eu tenho a mesma reação a todas as pessoas com o mesmo perfil do meu 'des'orientador. Qualquer pessoa que tenha alguma expectativa comigo, eu fujo antes dela descobrir que 'eu não sou capaz'. na verdade eu sou muito capaz, ams tenho medo de desagradar. Aí eu fujo.
Esse negócio de auto-conhecimento é muito doloroso, mas agora que eu comecei, tô me sentindo bem melhor. Não sei, uma sensação estranha, mas boa. De paz.
Quinta-feira, Janeiro 19, 2006
Frasezinha que eu achei muito legal:
"Aceite o vazio dentro de você e saiba que não se sentirá sempre assim e que apenas tolerando-o e sentindo-o você começará a preenchê-lo com a auto-aceitação."
Quarta-feira, Janeiro 18, 2006
Ontem dei aulinha de kung fu enquanto meu professor tá viajando. Aluno é tudo igual mesmo.
Nossa. Fiz uma faxina no meu computador. Apaguei um monte de coisa. É incrível como a gente guarda coisas que não fazem o menor sentindo ficar guardando. Me fez muito bem isso.
Sorry é perfeita.
Como tem gente fazendo aniversário por agora.
Tô baixando minha série linda já que ela acabou e não tem dvd.
Terça-feira, Janeiro 17, 2006

Flores Partidas
Don Johnston (Bill Murray) é um solteirão convicto, que terminou recentemente mais um namoro. Repentinamente ele recebe uma carta cor-de-rosa, que diz que ele possui um filho de 19 anos. Surpreso e curioso, Don decide então partir pelos Estados Unidos em busca do filho desconhecido.
O filme me deixou muito angustiada tamanha a apatia do protagonista, não do ator, do personagem. Mas o filme é bem legal, com uns momentos muito bem sacados. É bem o estilo de humor do Jim Jarmusch (achei o estilo bem parecido com Café e Cigarros, que tava vendo domingo por sinal). Bem interessante, me fez sentir bem.
E ainda lá embaixo o tempo segue sendo,
esperando, chovendo sobre o pó,
ávido de apagar até a tua ausência.
Tava lendo o livrinho de sonetos que comprei do Pablo Neruda e achei esse pedaço muito legal.
Domingo, Janeiro 15, 2006

A Marcha dos Pinguins
A cada inverno na Antártica, o local mais inabitável da Terra, milhares de pinguins imperadores abandonam a segurança do oceano e sobem para a terra congelada, na intenção de iniciar uma longa jornada rumo ao interior. Em fila indiana, os pinguins marcham para o terreno de reprodução tradicional da espécie. As fêmeas permanecem no local apenas o tempo necessário para a procriação, iniciando logo após sua viagem de retorno através de 200 quilômetros de gelo rumo ao mar cheio de peixes. Os imperadores machos permanecem para guardar e chocar os ovos. Após 4 meses, nos quais os machos nada comem, os ovos começam a se partir e os filhotes a nascer. Entretanto eles apenas conseguem sobreviver por 48 horas sem comida, dependendo do retorno dos imperadores fêmeas ao local, que precisam trazer comida do oceano.
Antes era A Marcha do Imperador que eu preferia, mas tudo bem. O filme é muito lindo. Eu fiquei muito emocionada. Percebi como a natureza é sábia e maravilhosa. E mesmo quando as coisas não correm bem, me dá esperanças de que tudo tem um motivo pra ser como é. E às vezes eu fico com raiva, mas de mim que de qualquer outra pessoa, mas tudo tem motivo pra ser e eu percebo que não posso interferir. E o bebê pinguim é muito lindinho.
Viver e deixar viver.
Sexta-feira, Janeiro 13, 2006
Minha amiga me chamou pra ir na ddk amanhã. Isso foi no começo da semana. Confesso que não fiquei muito animada, ando caseira ultimamente (sei que você vai ler isso. Me desculpe por não ter dito na hora). Mas eu não tive coragem de falar isso pra ela. Disse que ia ver se minha madrinha ia fazer alguma coisa porque é aniversário dela também. Ela, a princípio, não ia fazer nada, mas agora vai ter uma comemoraçãozinha. E quando eu descobri que ia ter alguma coisa, eu já fiquei com vontade de ir na ddk e não ir no aniversário da minha madrinha. Mas não é uma vontade real, porque eu tô escrevendo agora e não tenho vontade de ir. e também não quero ir no aniversário e tô usando a ddk de desculpa porque não tenho coragem de dizer que não quero ir pura e simplesmente.
Quinta-feira, Janeiro 12, 2006
As coisas da minha dissertação estão começando a se encaixar na minha cabeça. Vai ficar linda.
No começo da semana eu tava tranquila, mas agora tá me dando um medo. O pior é que eu me sinto paralizado por ele. Já descobri que toda vez que eu acho que não consigo fazer alguma coisa, não é porque eu realmente não seja capaz, mas é porque eu tenho tanto medo de conseguir que acabo nem tentando. Tô feliz por ter descoberto isso.
Segunda-feira, Janeiro 09, 2006
Socorro!!! Meu irmão poluiu este lindo pc com funk.
Domingo, Janeiro 08, 2006
Acabei o capítulo 3 da minha dissertação finalmente. Mas tem algumas coisinhas que eu não entendi.
Sábado, Janeiro 07, 2006
Foi o seguinte. Eu tava muito curiosa pra ver o filme do Zezé di Camargo e Luciano, mas confesso que tinha preconceito por ser sertanejo. Apesar de ser um filme, era sobre uma dupla sertaneja. Meu irmão alugou ontem e eu acabei vendo. O filme é emocionante mesmo como todo mundo dizia. No final eu tava chorando, mas eu achei que falta uma continuidade. Como assim? Eu achei as cenas picotadas, como se tivesse faltando uma cena de ligação entre uma e outra. Me lembrou Cazuza, tinha o mesmo defeito.
Quinta-feira, Janeiro 05, 2006

Teorema
Em Milão a vida de uma rica família burguesa é totalmente modificada por um misterioso visitante (Terence Stamp), que seduz a empregada, o filho, a mãe, a filha e finalmente o pai. Além disto tem um contato intelectual com todos eles, convencendo-os da futilidade da existência, e após cumprir seu objetivo parte em poucos dias. Após sua ida ninguém da família consegue continuar vivendo da mesma forma, sendo que cada um deles toma um caminho diferente: a mãe se entrega ao primeiro que surge, a empregada passa a levitar, o filho pinta quadros que suja com fezes, a filha se torna uma catatônica e o pai, um rico empresário, abandona sua fábrica, se desnuda em plena estação ferroviária de Milão e desaparece no deserto.
O filme é muito doido, mas eu gostei. Só fiquei frustada com o final. Escreveu na tela 'FIM', tinha que escrever qed ou um quadradinho preto. Puxa, que espécie de teorema é esse?
Quarta-feira, Janeiro 04, 2006
Falei cedo demais. Fiquei falando do rodízio de pizzas e ontem fui no rodízio japonês. Adoro! E depois que eu falei proi meu irmão que tinha um pouco de nojo de peixe cru, ele foi embora. Ontem também fui no cinema ver Teorema, depois coloco a 'crítica' aqui. Mas o legal foi na volta do cinema que eu passei em frente a uma banca e estava vendendo um livro de poesias do pablo Neruda que eu comprei. Fiquei muito feliz com minha aquisição. hoje encontrei com o André, amigo meu da faculdade, estava morrendo de saudades dele. Vi também o anel da faixa de Möbius vendendo na joalheria. Lindo, mas très cher. É em ouro branco com brilhantes. Eu não gosto muito de ouro e também acho que os brilhantes são demais, se fosse em prata sem os brilhantes ia ser muito mais eu. E bem mais barato que também ia ser uma coisa bem legal. Eu e minhas futilidades.
Terça-feira, Janeiro 03, 2006
Ontem foi o aniversário de Eliezer. Pra completar a comilança do Natal e reveillon, rodízio de massas. Comi muito. O kung fu tem que voltar logo senão já viu. Que dramam que eu tô fazendo.
Segunda-feira, Janeiro 02, 2006
Fiquei sem computador esse fim de semana, logo esse que eu queria ter postado dia 31 pra fazer um balanço de 2005. Faço agora. 2005 não foi um ano muito legal pra mim, muitos problemas. Mas também foi graças aos problemas que eu percebi que tinha que fazer alguma coisa com a minha vida. E foi um ano de mudanças, pelo menos, começo de mudanças. Acho que tudo acontece por um motivo e que cada coisa que acontece conosco é bom para nós de um jeito ou de outro. Nada é perda de tempo. O Reveillon até que foi legal. Eu tava meio desanimada no começo, mas depois eu animei. Descobri que tenho muita afinidade com minha prima que não via já tinha alguns anos e foi muito legal passar o reveillon com ela. Tivemos uma conversa bem legal.
E pra começar o ano novo, template novo que combina muito com meu atual estado de espírito, pensativa, tentando me construir.
Um 2006 cheio de alegrias e felicidade a todos os que me visitam nesse meu cantinho.
Love will never last if you're holding on to a dream that's gone.
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